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A nova rotina da carreira de comissário de voo com a COVID-19

O mundo inteiro está mudando por conta da crise causada pela COVID-19. A carreira de comissário de voo, por exemplo, é uma das profissões que está na lista das mais afetadas.

A aviação como um todo está enfrentando uma forte crise e precisando se reinventar.

Profissionais desse setor estão em contato direto com pessoas que podem estar contaminadas. As viagens internacionais, facilitadas pela aviação, podem também ter contribuído com a disseminação do vírus.

Nesse cenário, a rotina da carreira de comissário de voo passou por alterações significativas. O sorriso, sua marca registrada, agora está escondido atrás de uma máscara.

O que mais mudou? O que esperar do futuro? Vamos responder algumas destas questões a seguir.

Preocupação chegou cedo no setor aéreo

Antes de ser decretada a pandemia do novo coronavírus já havia certa apreensão no setor aéreo, visto que em janeiro e fevereiro já havia casos circulando entre países.

Neste cenário, principalmente quando chegavam voos internacionais, profissionais que seguem a carreira de comissário de voo já buscavam se proteger, evitando contato direto com passageiros. As companhias aéreas também já tinham máscaras, luvas e álcool para os tripulantes que solicitassem, embora não fosse obrigatório o uso.

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Fonte da Imagem: Google

Como os tripulantes se protegem atualmente?

Agora que o número de casos em todo o mundo aumentou substancialmente e o Brasil se tornou um dos epicentros da pandemia, algumas medidas foram tomadas para garantir a segurança dos passageiros e tripulantes.

O serviço de bordo foi cancelado para evitar que alimentos e objetos fossem manuseados, aumentando a chance de contágio. Hoje é servido apenas água em copos descartáveis lacrados.

Os comissários também utilizam máscaras e em alguns casos luvas dentro dos voos. Inclusive, é evitado ao máximo o contato com bagagens e demais itens de passageiros.

Os passageiros já estão mais compreensivos e entendem que este é um momento de exceção e, por isso, algumas medidas de segurança precisam ser tomadas. A maioria dos passageiros que continua a utilizar a aviação é composto por profissionais de saúde e outros profissionais que são obrigados a usar este tipo de serviço, assim, todos são mais compreensivos.

Fora das aeronaves os cuidados se mantém. Os tripulantes não se encontram mais no Despacho Operacional (D.O.), área onde profissionais de diversas companhias faziam check-in, conferiam escalas e outros serviços. Agora cada profissional vai direto para o portão de embarque do seu voo, com o máximo de cuidado possível.

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Fonte da Imagem: Google

A carreira de comissário de voo fora do aeroporto também mudou

Além dos cuidados dentro do voo e dos aeroportos, os comissários também precisam se cuidar ao sair do seu local de trabalho.

Em lugares onde máscaras são obrigatórias, obviamente é necessário seguir a lei local e utilizar o acessório sempre.

Locais onde o isolamento é mais rígido pode ser obrigatório a permanência no hotel. Nestes casos o comissário deve ir do aeroporto diretamente para o lugar de sua estadia, ficando impedido de sair e recebendo as refeições em seu quarto.

Funcionários que tem contato com pessoas suspeitas de estarem infectadas são afastados do trabalho por 14 dias e precisam fazer isolamento social em suas residências. Tudo para evitar que mais passageiros e profissionais sejam contaminados.

A rotina da carreira de comissário de voo foi bastante afetada

Com a diminuição do número de voos a rotina da carreira de comissário de voo sofreu um forte impacto. Hoje só existem aqueles voos essenciais, alguns poucos por dia, com frequência brutalmente inferior ao que era antes.

Além disso, aumentou o número de “No Show”, quando o passageiro não aparece para o voo. Assim, com menos voos e passageiros, cias aéreas, sindicatos e profissionais precisaram entrar em acordo para proteger o setor.

Algumas empresas preferem deixar seus comissários de sobreaviso, fazendo acordos com seus profissionais, que recebem menos, mas mantém alguns benefícios, como plano de saúde, além de evitar demissões.

Para as companhias aéreas isso também é um bom negócio, afinal, demitir um funcionário gera custos e, contratar um novo quando isso acabar geraria novos gastos com treinamento, uniformes, etc.

A aviação continua sendo um setor importante durante a crise

Ainda que tenha sido uma área bastante afetada, a aviação continua sendo essencial neste momento. A carreira de comissário de voo é importante para ajudar empresas aéreas a transportar passageiros que estavam isolados em outros países durante o lockdown, por exemplo.

A aviação também é responsável por transportar remédios, equipamentos e profissionais que ajudam a combater esta doença.

Estes profissionais continuam se arriscando e trabalhando com dedicação para garantir que tudo isso acabe o mais rápido possível.

A seguir, você confere um bate-papo que foi ao ar dia 14 de abril de 2020 pelo Instagram com o Diretor da Faculdade de Tecnologia AEROTD Juan Henrique Pereira Ibañez e Marcelo Gonçalves, graduado em Gestão Pública, pós graduado em gestão de pessoas – liderança inovadora. Ele exerce atividade como Comissário de Voo desde 2010 e também é professor de Emergências a Bordo e Instrutor de sobrevivência na AEROTD.

Guilherme Santos:
Guilherme Santos é especialista em criação de conteúdo e marketing digital.
Trabalha como escritor freelancer e é apaixonado pela aviação desde o seu primeiro voo de Cesna no Flight Simulator 98.

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