Como está a retomada da economia e das atividades aéreas ao redor do mundo?

A medida que os dias vão passando, alguns países vão diminuindo o número de casos da Covid-19 e, assim, é possível notar uma gradativa retomada da economia.

Claro que nada será como antes. Os impactos da crise gerada pelo novo Coronavírus serão notados em todos os cantos do mundo e em diversos setores da economia.

Segundo a Consultoria IHS Markit, é esperado que a maioria das economias demore de dois a três anos para voltar aos níveis de produção que tinham antes da pandemia.

Alguns setores podem demorar ainda mais para uma retomada da economia, outros terão que se reinventar completamente e, assim como em qualquer crise, terão setores e empresas que vão quebrar e deixarão de ter força ou relevância.

Vale lembrar que foi após a recessão de 2008-2009 nos Estados Unidos que surgiu a maioria das grandes startups que temos hoje, como Airbnb e Uber, que revolucionaram o setor de viagens, moradia e mobilidade e impulsionaram a retomada da economia.

Por isso, é possível esperar que muitas coisas mudem no modo como agimos, como fazemos negócios, hábitos de consumo e até como sociedade. Precisamos, portanto, analisar o que vem acontecendo e aprender a conviver com esta nova realidade.

Como o setor aéreo foi impactado pelo novo Coronavírus

O setor aéreo foi um dos que mais sofreram com a pandemia causada pelo novo Coronavírus. Era de se esperar, afinal, o que torna possível o rápido espalhamento do vírus é justamente a globalização em que vivemos.

Hoje não existem fronteiras. As pessoas viajam o mundo todo, os aeroportos estão sempre lotados de pessoas de diversos países que voam a trabalho e a lazer.

Quando o vírus surgiu e começou a se espalhar, a medida mais eficaz foi diminuir a mobilidade das pessoas e impedir que a doença viajasse para outros lugares.

homem de mochila em saguão de aeroporto
Fonte da Imagem: Google

Por esse motivo, em março e abril a frequência de pousos e decolagens em todo o mundo caiu. Praticamente a Europa inteira estava fazendo isolamento social, com países como Itália e Espanha em lockdown completo.

Logo o país com maior malha aérea do mundo, os Estados Unidos, também foram obrigados a diminuir drasticamente o movimento em seus aeroportos. Uma das cidades mais movimentadas do mundo, Nova York, praticamente parou na tentativa de conter o avanço da Covid-19.

Segundo dados da Iata, Associação Internacional de Aviação, a pandemia diminuiu em mais de 52% o movimento global de voos, o pior resultado da história da aviação. No Brasil, segundo a Abear, associação nacional do setor, a queda foi de 32,8%.

Estima-se que, em março, a pandemia fez com que as companhias aéreas estacionassem cerca de 15.200 aeronaves, cerca de 58% da frota mundial.

Como está sendo a retomada da economia e das atividades aéreas no Brasil?

Logo no início do mês de maio o transporte interestadual e internacional de passageiros foi incluído na lista de serviços essenciais para a população, de acordo com o governo federal.

Assim, ainda que governadores e prefeitos façam decretos impedindo este tipo de serviço, a União garante que eles podem continuar em funcionamento.

Para garantir também a retomada da economia e das atividades aéreas, empresas do setor já começam a garantir a volta de algumas rotas e a continuidade dos serviços.

avião sobre as nuvens
Fonte da Imagem: Google

A Gol, desde o começo de maio iniciou as operações da ponte aérea Rio-São Paulo, com voos entre os aeroportos Santos Dumont (RJ) e Congonhas (SP), que havia sido suspensa desde 28 de março. Neste período a companhia aérea operou apenas entre o Aeroporto Internacional de Guarulhos e Galeão, no Rio.

A Azul, que até meados de abril voava para 25 destinos do Brasil, está incluindo mais 15 cidades durante o mês de maio: Boa Vista (RR), Santarém (PA), Altamira (PA), Macapá (AP), Londrina (PR), Foz do Iguaçu (PR), Navegantes (SC), Marabá (PA), Fortaleza (CE), Chapecó (SC), Teresina (PI), São José do Rio Preto (SP), Sinop (MT), Araçatuba e Bauru (SP).

A Latam, por enquanto não anunciou o retorno de novos destinos e pretende continuar em seus 25 destinos nacionais, mantendo pouco mais de 90% de suas atividades reduzidas.

A retomada da economia e das atividades no setor aéreo segue em crescimento. Evidentemente com muito cuidado e com todas as recomendações de segurança e higiene sendo seguidas para evitar que o vírus se espalhe.

Afinal, a aviação tem a segurança como principal diferencial e, neste momento, não poderia ser diferente.


Guilherme Santos:
Guilherme Santos é especialista em criação de conteúdo e marketing digital.
Trabalha como escritor freelancer e é apaixonado pela aviação desde o seu primeiro voo de Cesna no Flight Simulator 98.

Facebooktwitteryoutubeinstagram

Deixe uma resposta