Saiba tudo sobre a menor aeronave a operar no aeroporto de Congonhas

Não é só quando um grande avião pousa que ele vira notícia. A menor aeronave operando no aeroporto de Congonhas também merece destaque! Você sabe por que esse tipo de voo é importante para o mercado da aviação brasileiro?

Companhia Aérea TwoFlex vai operar com a menor aeronave em Congonhas

A cia área TwoFlex iniciou no fim de janeiro de 2020 suas viagens no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, ao conquistar o direito de voar durante o processo de redistribuição dos espaços deixados após o fim das operações da Avianca Brasil.

O voo será feito com um avião monomotor Cessna Grand Caravan, que ligará a capital paulista ao aeroporto de Jacarepaguá, na zona oeste da cidade do Rio de Janeiro.

Pelo seu tamanho diminuto, o avião usará a pista auxiliar, embora, em seu voo inaugural, tenha partido da pista principal do aeroporto de Congonhas.

Apenas 9 passageiros e muita proximidade com o piloto

Quando voamos em aviões comerciais raramente vemos o cockpit do piloto, muito menos temos a chance de vê-lo operar a aeronave. Como esta é a menor aeronave de voo comercial operando, é possível ter muita proximidade com piloto e co-piloto e muito mais imersão.

São apenas 9 lugares. Nas fileiras da frente, é possível ter visão total do cockpit, painel de controle e até mesmo uma boa visão do parabrisas da aeronave, enxergando tudo que os pilotos enxergam. O passageiro tem uma visão de 180 graus ao redor do avião, podendo ver até os aviões à frente na fila de espera para a decolagem.

Pouco antes de subir a bordo, o passageiro é recebido diretamente pelo piloto ou co-piloto. Não há comissários e, por isso, são estes dois tripulantes que fazem o acompanhamento dos passageiros, organizam bagagens e servem água e alguns quitutes para maior conforto durante a viagem.

Também é do piloto e co-piloto a obrigação de passar as instruções de segurança durante o voo, como fazem os comissários. Neste caso, basta o piloto se virar para trás para conseguir conversar com todos de forma muito próxima.

Voando baixo e com uma linda vista

Enquanto os jatos comerciais costumam voar em altitudes de 30 mil pés (mais de 9 mil metros de altura) e velocidade máxima de 400 nós (740 km/h), o Cessna, que é a menor aeronave operando em Congonhas, voa a 9 mil pés (aproximadamente 2700 metros de altura) e com velocidade máxima de 130 nós (240 km/h).

Como a velocidade é baixa o voo de São Paulo até o Rio leva em torno de uma hora e vinte minutos entre a decolagem e o pouso. No entanto, um jato comercial normal faria o trecho em apenas 45 minutos.

Mas essa demora tem uma parte boa: é possível apreciar a viagem e a paisagem com mais detalhes. Por ser a menor aeronave em operação, ela voa abaixo das nuvens e perto da Serra. É possível tirar ótimas fotos durante o voo.

Uma desvantagem é que com o ar instável é mais comum passar por turbulências e ter algum desconforto por conta dos solavancos durante a viagem.

Monomotor é tão seguro quanto jatos

Apesar de ser a menor aeronave, o TwoFlex é tão seguro quanto outros jatos que operam em voos comerciais. Ele é apto a voar tanto de dia quanto de noite e apresenta todos os equipamentos de navegação exigidos.

Além da segurança, outra grande vantagem dos voos da TwoFlex é a comodidade para os passageiros da Barra da Tijuca, que não precisam mais se deslocar até o aeroporto de Santos Dumont ou Galeão. Somente evitando esse trajeto os passageiros podem economizar até duas horas de seus dias.

Fonte: https://economia.uol.com.br/todos-a-bordo/2019/10/28/aerea-estreia-em-congonhas-com-aviao-monomotor-para-o-rio-veja-como-e.htm

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