A história do curso superior de Ciências Aeronáuticas

Hoje o setor aéreo está realmente decolando, mas já tivemos momentos de turbulência. Na década de 90 esta área começava a apresentar crescimento em terras tupiniquins: a tecnologia começou a ficar mais acessível, aeronaves estavam melhorando, havia liberdade para as cias aéreas darem descontos e criarem promoções sem a obrigatoriedade do tabelamento oficial de preços. Só havia um problema: faltavam mais profissionais habilitados e qualificados para suprirem a crescente demanda do mercado. É aí que surge o curso superior de Ciências Aeronáuticas.

A década de 90 e o primeiro curso superior de Ciências Aeronáuticas do Brasil

O mercado da aviação crescia no país, mais pessoas começavam a voar, mas no cockpit, ainda se viam pilotos sem nenhum tipo de curso superior, que haviam apenas cursado aulas práticas de voo. A demanda aumentava, a complexidade dos equipamentos também, aeronaves e técnicas utilizadas no setor idem. Porém não havia nenhum curso superior de Ciências Aeronáuticas no Brasil até o início da década de 90.

Até que em 1993 uma parceria entre a Varig e a Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul deu origem ao primeiro curso superior de Ciências Aeronáuticas do Brasil, se inspirando, inclusive, no modelo de ensino da universidade de aeronáutica americana Embry-Riddle, instituição de grande renome internacional nessa área.

A partir daí se inicia uma forte mudança na cultura da aviação no país. Profissionais mais capacitados e com uma visão sistêmica começam a entrar no setor e, por consequência, mais faculdades começam a implantar seus cursos superiores. No entanto ainda havia a dificuldade com o alto custo de formação e a exigência do MEC da conclusão da formação prática de voo para a obtenção do certificado de bacharel.

Os anos 2000 e a democratização dos cursos de Ciências Aeronáuticas

Em 2002 o primeiro curso superior de Ciências Aeronáuticas do Brasil foi reconhecido pelo MEC e a exigência de obtenção de licenças para pilotos deixou de ser exigida. Dessa forma mais pessoas puderam buscar esta formação, possibilitando que mais setores da aviação pudessem contar com profissionais graduados. Agora quem queria apenas trabalhar em terra, também poderia se tornar um bacharel e não ficava obrigado a adquirir a licença para pilotar se não tivesse esse desejo.

Apesar de ser a década da falência de três grandes empresas do setor aéreo - Varig, Vasp e Transbrasil - os anos 2000 mostraram um enorme crescimento. O mercado sofreu mudanças, empresas se aperfeiçoaram e mais vagas surgiram. A popularização dos cursos superiores no ramo aeronáutico fez, inclusive, com que diminuísse o número de horas exigidas para postulantes a cargos em companhias aéreas. Quem era formado precisava de 250 a 500 horas e quem não tinha formação poderia precisar comprovar de 500 a 1000 horas de voo.

Em todos os cargos começaram a surgir profissionais mais bem capacitados e com uma visão ampla, podendo desempenhar diversas funções. Estes bacharéis que estavam nos cockpits, nos corredores das aeronaves, nos escritórios e nos aeroportos, foram responsáveis por uma forte profissionalização do mercado, além de uma humanização maior nas relações interpessoais.

Hoje as tecnologias permitem que qualquer um possa comprar passagens aéreas com facilidade, possam seguir viajem pra qualquer lugar contando com todo o suporte dos profissionais no aeroporto, além da segurança durante o voo proporcionada pela tripulação da aeronave. A popularização do curso superior de Ciências Aeronáuticas em todo o país injetou gente nova, inteligente e com vontade de fazer todo o setor aéreo decolar ainda mais.

Pensando em quem quer voar ainda mais alto, a AEROTD lançou seu próprio curso superior de Ciências Aeronáuticas

No dia 20 de abril de 2018, através da Portaria/MEC nº 370, o Curso de Ciências Aeronáuticas, com Habilitação em Piloto de Linha Aérea da AEROTD teve sua operação autorizada. O curso, que atende todas as regulamentações da ANAC, chega para iniciar uma nova era de desenvolvimento da aviação nacional.

Depois de uma forte crise econômica e política o setor da aviação volta a apresentar crescimento e vislumbra melhoras com a entrada de investimentos estrangeiros e privatizações.

Pensando também na facilidade de acesso a informação e na conectividade a todo momento, a AEROTD inicia também a disponibilização do seu curso superior de Ciências Aeronáuticas através da modalidade de ensino à distância. Desta forma, qualquer pessoa pode realizar o sonho de decolar seu futuro e trabalhar no setor aéreo.

As bases curriculares deste bacharelado foram montadas com a participação de professores, profissionais de empresas do setor aéreo e de órgãos governamentais, visando a formação de um profissional altamente capacitado, com habilidades aeronáuticas, humanas e gerenciais.

Outro grande diferencial do Curso de Ciências Aeronáutica da AEROTD é o seu corpo docente, formado em sua maioria, por mestres e doutores.

Este profissional, chamado de Piloto 360º, possui mais do que as capacitações técnicas e práticas. Sabe também se relacionar, trabalhar em equipe, comunicar-se com proficiência em inglês, gerenciar crises e possui uma visão sistêmica das atividades aeronáuticas. É, sem dúvidas, o colaborador mais desejado por qualquer empresa do setor. É o tipo de pessoa que sai dos bancos da escola e revoluciona o mercado.

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Guilherme Santos é especialista em criação de conteúdo e marketing digital.

Trabalha como escritor freelancer e é apaixonado pela aviação desde o seu primeiro voo de Cesna no Flight Simulator 98.

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