mulheres na aviação

Mulheres na aviação: oportunidades e desafios

Ao longo dos últimos anos podemos notar o crescente número de mulheres na aviação, assim como em diversas áreas do mercado de trabalho. Elas estão deixando aquela velha ideia de serem donas de casa para se tornarem donas das suas próprias vidas e buscarem suas oportunidades.

Diversas áreas que antes eram totalmente dominadas por homens, hoje contam com a presença feminina. Isso democratiza o mercado de trabalho, encoraja outras mulheres a buscarem novas perspectivas e sonhos e, claro, nivela oportunidades, salários e benefícios entre os sexos.

No setor aéreo elas são maioria como comissárias de voo, mas agora surgem como excelentes profissionais, inclusive, para categorias predominantemente masculinas, como pilotos e mecânicos.

A profissão de comissária nasceu do desejo de pilotar

Temos mulheres na aviação desde o seu surgimento. Inclusive, a profissão de comissário de bordo surgiu por conta do desejo de pilotar de uma mulher.

Ellen Church, uma jovem enfermeira obteve a licença para pilotar aviões e sonhava em ser piloto, porém, nenhuma cia aérea aceitava mulheres pilotando suas aeronaves. Foi então que ela sugeriu para Steve Simpson, executivo da Boeing Air Transport (que se tornaria a United Airlines), que a empresa contratasse enfermeiras como comissárias de bordo, ajudando a acalmar e cuidar dos passageiros que tivessem medo de voar.

A partir daí a profissão virou a preferida e mais procurada pelas mulheres na aviação. Não é à toa que o sinônimo para o termo comissária de voo seja aeromoça. Estima-se que 68% dos profissionais desta função sejam mulheres.

comissária de voo em pose ao lado de aeronave
Fonte da Imagem: Google

Pilotar é um dos desejos das mulheres na aviação

Assim como Ellen Church, muitas mulheres também nutrem o desejo de se tornarem comandantes de aeronaves. No entanto, a presença delas ainda é pequena.

De acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o número de mulheres com licença para voar como piloto comercial de avião subiu 64% de 2015 a 2018.

Apesar do crescimento, as mulheres ainda são minoria na classe dos pilotos. Enquanto elas são 3% com licença para voar, eles somam 97%. Na categoria de piloto de linha aérea, considerado o topo da carreira, as mulheres são menos de 1%, mostrando que esta ainda é uma função bastante masculinizada.

mulher piloto de aeronave no cockpit
Fonte da Imagem: Google

Carreira militar pode ser uma saída barata, porém muito disputada

Para aqueles que desejam trabalhar na aviação, principalmente em áreas relacionadas à mecânica e pilotagem, uma boa saída é por meio da Força Aérea Brasileira (FAB). Esta é uma opção mais barata do que os cursos de formação e aulas em aeroclubes. No entanto, o concurso é bastante disputado.

Para o público feminino, no entanto, essa opção é recente, visto que apenas em 2008 o órgão passou a receber as primeiras mulheres para o Curso de Formação de Oficiais Aviadores. Desta primeira turma de mulheres saiu a primeira pilota a comandar a aeronave presidencial brasileira. A militar Carla Borges pilotou pela primeira vez, há dois anos, o avião que transportava o ex-presidente Michel Temer. Agora, ela comanda a aeronave do atual presidente, Jair Bolsonaro.

mulher piloto de aeronave das forças armadas - aeronáutica
Fonte da Imagem: Google

Mulheres crescem também no setor de manutenção

Outra oportunidade para as mulheres na aviação é no setor de manutenção de aeronaves. Este é um dos setores mais importantes, visto que a segurança é a principal preocupação de todas as companhias aéreas e o foco, concentração e capacidade de raciocínio inerentes às mulheres, surgem como grande diferencial.

Dos mais de 70 mil profissionais de aviação com licenças ativas em 2018, contando comissários, pilotos e mecânicos, apenas 13% eram mulheres, segundo dados da Anac. Ao analisar apenas as mulheres presentes no setor de manutenção, a participação feminina cai para 3%.

Apesar do pouco espaço, ano após ano as mulheres ocupam mais cargos nas diversas áreas da aviação. Elas ganham espaço em áreas antes dominadas por homens, como pilotagem e manutenção, além de diversos outros cargos na área administrativa dos aeroportos, companhias aéreas e órgãos públicos.

mulher trabalhando como mecânico de aeronaves
Fonte da Imagem: Google

Com o desenvolvimento do setor aéreo por todo o Brasil, as oportunidades continuarão crescendo e aquelas que buscarem, desde já, cursos que desenvolvam suas habilidades e preparem para o futuro, largarão na frente, ajudando a conquistar ainda mais espaço para todas as mulheres na aviação.


A Renata dos Santos Carvalho, da cidade de Brasília-DF, é aluna do curso
de Mecânico de Aeronaves EAD e também foi a primeira aluna a fazer estágio na WIP Aviação-Goiânia que é uma oficina parceira da AEROTD para fazer as aulas práticas.

Renata também é formada como Comissária de Voo e está cursando também Ciências Aeronáuticas.

“O meu próximo passo é fazer o curso de GMP, também na AEROTD, Gosto de aprimorar meus conhecimentos e sou amante de aviação e vi no EAD uma grande oportunidade de agilizar a minha formação”.

Renata dos Santos Carvalho

Fontes:

https://brasil.elpais.com/brasil/2019/03/07/politica/1551967292_431584.html

https://veja.abril.com.br/economia/cresce-a-presenca-de-mulher-piloto-no-mercado-aereo-brasileiro/

https://epocanegocios.globo.com/Carreira/noticia/2018/08/os-desafios-das-mulheres-na-aviacao-brasileira.html

https://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2019/03/08/conheca-a-historia-da-primeira-mulher-chefe-na-manutencao-da-latam/

Guilherme Santos é especialista em criação de conteúdo e marketing digital.
Trabalha como escritor freelancer e é apaixonado pela aviação desde o seu primeiro voo de Cesna no Flight Simulator 98.

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