Como funciona o serviço de bordo na executiva?

Há muito os comissários de voo já fazem parte da aviação. Encontramos eles aos montes nas companhias aéreas, nas linhas comerciais. Porém, o que muitos ainda têm dúvidas é se existem comissários fazendo o serviço de bordo na executiva. É o próprio piloto que atende os passageiros ou também existem profissionais específicos só para atender e cuidar da segurança a bordo em aeronaves menores?

Um retorno à origem

A profissão de comissário de voo surgiu por volta de 1930, quando Ellen Church, uma jovem enfermeira, que obteve a licença para pilotar aviões acabou sendo impedida de exercer a profissão, já que nenhuma cia aérea aceitava mulheres pilotando suas aeronaves.

Foi então que ela sugeriu para Steve Simpson, executivo da Boeing Air Transport (que se tornaria a United Airlines), que a empresa contratasse enfermeiras como comissárias de bordo, ajudando a acalmar e cuidar dos passageiros que tivessem medo de voar. A partir daí as aeromoças se tornaram indispensáveis.

No entanto, antes disso, os responsáveis por cuidar dos passageiros, prestar suporte na entrada, carregar bagagens e ajudar em tudo que fosse preciso durante o voo, eram os pilotos e copilotos.

Hoje, o serviço de bordo na executiva relembra um pouco os tempos áureos da aviação, já que em muitos casos não há comissários especializados, exclusivamente contratados para fazer o atendimento aos passageiros e auxiliar o restante da tripulação.

Como os aviões de classe executiva costumam ser pequenos, muitas vezes não há espaço para comissários, ficando o serviço de bordo na executiva a cargo do comandante e seu copiloto. Em muitos casos, os próprios passageiros se encarregam de executar alguns serviços básicos, como preparar e servir bebidas e alimentos.

Fonte da Imagem: Google

Diferenças entre o serviço de bordo na executiva e na aviação comercial

O trabalho da tripulação na aviação comercial é bem mais complexo do que na aviação executiva. Primeiro por conta do tamanho das aeronaves, segundo pelo número de passageiros atendidos, que geralmente chega a algumas centenas de pessoas.

Na aviação comercial, diferente do serviço de bordo na executiva, os comissários precisam seguir um checklist bem mais extenso e fazer diversas verificações para garantir que tudo está de acordo e que o voo pode prosseguir com segurança.

  • Briefing: primeiramente acontece uma reunião entre os tripulantes da aeronave para discutir as necessidades do voo;
  • Checagem da aeronave: os comissários checam a aeronave para verificar se está tudo de acordo com as normas de segurança. São checados os travamentos das portas, os banheiros, os compartimentos onde são guardados os mantimentos, os assentos e coletes salva-vidas dos comissários, dentre outros itens;
  • Embarque: os comissários observam e cumprimentam todos os passageiros, atendendo às suas necessidades durante o embarque. Neste momento eles podem, inclusive, mudar passageiros ou bagagens de lugar a fim de melhorar o balanceamento de peso dentro da aeronave;
  • Checagem: últimas checagens antes da decolagem, verificando se todos os passageiros estão confortáveis e se estão sendo cumpridas todas as normas de segurança, como a não obstrução de portas de emergência, por exemplo;
  • Decolagem: são demonstradas as instruções de segurança e os últimos procedimentos antes da decolagem em si;
  • Atendimento: é o tradicional serviço de bordo além dos atendimentos às demais necessidades dos passageiros;
  • Pouso: nova série de procedimentos para garantir a segurança do pouso, como se certificar que todos os passageiros estão com seus cintos afivelados.

Além de executar esses procedimentos comuns em todos os voos, um comissário precisa estar atento às necessidades dos passageiros. O trabalho da tripulação engloba ainda auxiliar o comandante e o co-piloto nas rotinas internas da aeronave, também podem gerenciar conflitos entre passageiros e ajudar em diversas situações, como pânico, desconfortos ou até mesmo a divulgação de informações meteorológicas e sobre a viagem.

Fonte da Imagem: Google

Já o serviço de bordo na executiva costuma ser muito mais simples. Apesar de ser necessário seguir as checagens, como um comissário de linha comercial, pelo tamanho menor da aeronave e por possuir menos passageiros, este trabalho é mais simples e dinâmico.

Além disso, muitas das atribuições do comissário dependem do contratante e da capacidade da aeronave. Alguns aviões não possuem uma área de catering bem desenvolvida, com fornos e geladeiras, por exemplo. Dessa forma o próprio trabalho a ser executado fica restrito.

Por estas características únicas, pela tranquilidade e a possibilidade de lidar com menos passageiros e num ambiente muito mais aconchegante, o serviço de bordo na executiva acaba sendo um dos postos mais desejados da carreira de um comissário.

No entanto, para chegar lá, todos precisam passar por um início comum: o curso de comissário de voo. Porém, quem escolhe uma escola de qualidade e tradição como a AEROTD, já decola na frente e voa muito mais alto!

Guilherme Santos é especialista em criação de conteúdo e marketing digital.
Trabalha como escritor freelancer e é apaixonado pela aviação desde o seu primeiro voo de Cesna no Flight Simulator 98.

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